Uema integra rede de monitoramento ambiental por meio de pesquisa sobre qualidade do ar


Por em 2 de junho de 2026



instagram: @uema.ppg

Por meio de uma parceria estratégica, envolvendo o ambiente e o bem-estar da população, a Universidade Estadual do Maranhão (Uema) passou a integrar a rede hiperlocal de monitoramento da qualidade do ar, implantada em São Luís pela Secretaria Municipal de Inovação, Sustentabilidade e Projetos Especiais (Semispe), em conjunto com a empresa Aurassure Brasil Ltda.

Diante dessa iniciativa foi realizada a instalação de seis sensores em pontos de referências da capital maranhense, sendo um deles no prédio do Centro de Educação, Ciências Exatas e Naturais (Cecen) – Campus da Uema.

A parceria é fruto de um projeto de doutorado em andamento da aluna Brenda Graziela Pereira Madeira, sob a orientação da Profa. Dra. Quésia Duarte, docente do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO) e vice-coordenadora do Laboratório de Geociências.

“Essa pesquisa, em nível de doutorado, está voltada à análise das relações entre poluição atmosférica, saúde respiratória e sensoriamento remoto em São Luís, integrando dados de satélite, variáveis meteorológicas, monitoramento atmosférico e indicadores de saúde”, informa a professora Quésia.

De acordo com a professora, a inclusão do sensor no Campus Paulo VI, reforça o compromisso da universidade com a produção científica e com o desenvolvimento de estudos voltados à compreensão das dinâmicas ambientais urbanas e seus possíveis impactos na população.

 Quésia destaca que os sensores realizam medições de material particulado fino (PM2.5), material particulado inalável (PM10), dióxido de carbono (CO₂), compostos orgânicos voláteis totais (TVOCs), temperatura e umidade relativa do ar. “Em alguns pontos da rede, também são monitorados dióxido de nitrogênio (NO₂) e ozônio (O₃), poluentes associados principalmente às emissões veiculares, atividades industriais e processos de combustão, disse a professora.

A pesquisadora esclarece, ainda, que, segundo a Semispe, os dados obtidos poderão contribuir para análises espaciais e temporais da qualidade do ar, auxiliando ações voltadas à gestão ambiental, sustentabilidade urbana e saúde pública em São Luís.

A ação gera relatórios mensais para subsidiar pesquisas climáticas, identificar picos de poluição e nortear políticas voltadas à sustentabilidade da cidade. Os seis locais onde os sensores estão instalados em São Luís: Centro, Uema, Vila Palmeira, Maracanã, Anjo da Guarda e Vila Luizão.

Por: Alcindo Barros



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